BAHIA PERDE, SE COMPLICA NO Z-4 E ATLÉTICO-MG É CAMPEÃO BRASILEIRO APÓS 50 ANOS
  • 292
  • 0
  • 02/12/2021 
  • redacao

 

Foto: Enaldo Pinto / Ag. Haack / Bahia Notícias

(Por Nuno Krause)

Diante de quase 30 mil torcedores, Bahia esteve muito perto de vencer o Atlético-MG, nesta quinta-feira (2), na Arena Fonte Nova, em jogo atrasado pela 32ª rodada da Série A do Brasileirão. No entanto, após abrir o placar de 2 a 0, o Esquadrão levou a virada e se complicou na luta contra o rebaixamento. Do lado do Galo, contudo, foi só festa. Sem possibilidades de ser alcançado por nenhum outro clube, o Atlético Mineiro é campeão brasileiro, 50 anos depois de seu primeiro título. 

Os gols do Bahia foram marcados por Luiz Otávio e Gilberto. Hulk, de pênalti, e Keno, duas vezes, viraram para o Galo. Com 40 pontos, o Bahia segue afundado no Z-4, com um jogo a menos em relação a todos os seus adversários diretos. A equipe treinada por Guto Ferreira só terá duas rodadas para sair dessa situação. 

O Bahia volta a campo no próximo domingo (5), às 16h, na Arena Fonte Nova, contra o Fluminense. Já o Galo comemorará o título brasileiro perto de sua torcida no mesmo domingo, contra o RB Bragantino, no Mineirão. 

O JOGO

A primeira chance foi do Galo, aos quatro minutos. Keno tabelou com Hulk e chutou forte de fora da área. Danilo Fernandes se esticou para fazer a defesa.

O atacante atleticano tentou novamente aos 18 minutos. Após receber bola no meio, ele tentou colocado da meia-lua, mas o goleiro do Esquadrão estava novamente atentou e ficou com ela.

O Bahia só veio aparecer com perigo no ataque aos 28. Gilberto fez bela jogada pela direita, cruzou, e a bola sobrou em Raí Nascimento. O atacante tentou um passe para Rodriguinho na pequena área, mas Mariano tirou de forma providencial para escanteio.

Danilo Fernandes voltou a ser crucial aos 39 minutos. Nacho Fernández avançou com liberdade pela direita, entrou na área e chutou forte. No reflexo, o goleiro do Esquadrão salvou com uma linda defesa.

O Bahia ainda teve uma boa oportunidade aos 43. Em boa jogada construída, Matheus Bahia cruzou na cabeça de Rodriguinho, que mandou por cima do gol.

VIRADA DO CAMPEÃO

O jogo começou difícil para o Bahia novamente na etapa final. Logo aos 3 minutos, Danilo Fernandes foi exigido pela quarta vez. Hulk arriscou um chute forte de fora da área e o goleiro se esticou todo para mandar para escanteio. A resposta não demorou. Raí puxou contra-ataque no minuto seguinte, saiu livre na frente do goleiro e tentou  o passe para Rossi. Arana se antecipou e evitou o gol do Esquadrão.

Aos 7 minutos, o arqueiro tricolor quase se atrapalhou. Keno tentou por cobertura e ele teve de fazer uma difícil defesa.

Três minutos depois, Raí arriscou de direita da entrada da área, rasteiro, e foi a vez de Everson salvar o Atlético Mineiro.

Diante da evidente melhora, o Bahia conseguiu abrir o placar. Aos 16, Juninho Capixaba cobrou escanteio e Luiz Otávio mandou para o fundo das redes, de cabeça. No minuto 20, Gilberto se antecipou aos zagueiros após cruzamento de Matheus Bahia e ampliou para 2 a 0.

Parecia o cenário perfeito para o Esquadrão. Contudo, em seis minutos tudo se dissipou. Aos 26, Luiz Otávio derrubou Sasha dentro da área e o juiz assinalou o pênalti. Hulk cobrou e diminuiu para o Galo. Logo na sequência, Keno empatou em belo chute de direita. Aos 32, o próprio Keno virou e jogou um balde de água fria na torcida tricolor.