AUTISMO PODE SER EVOLUÇÃO BIOLÓGICA DO CELEBRO HUMANO , DIZ ESTUDO
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  • 14/01/2026 
  • redacao

Um estudo recente mostrou que o autismo pode ser a porta para entender a evolução do cérebro humano – Foto: Canva

Pesquisas recentes têm levado cientistas a olhar para o transtorno do espectro autista, o TEA, sob uma nova perspectiva. Em vez de ser compreendido apenas como um conjunto de alterações que dificultam a interação social, o autismo começa a ser estudado como uma possível variação do neurodesenvolvimento ligada à própria evolução do cérebro humano.

Essa abordagem ganha força a partir de estudos em áreas como Psicologia Evolucionista e Genética de Populações, que investigam como determinadas características cognitivas podem ter sido preservadas ao longo do tempo pela seleção natural. A ideia central é que alguns traços associados ao autismo podem ter oferecido vantagens em diferentes momentos da história humana.

O debate é relevante porque ajuda a ampliar a compreensão sobre o TEA, contribui para reduzir estigmas e reforça a importância de políticas educacionais e sociais mais preparadas para lidar com a diversidade de funcionamentos do cérebro humano.

Nova forma de entender o autismo

Durante décadas, o autismo foi descrito principalmente a partir de dificuldades de comunicação, interação social e processamento sensorial. Embora essas características continuem sendo parte do diagnóstico, pesquisadores têm chamado atenção para o fato de que muitos indivíduos dentro do espectro também apresentam habilidades específicas, como forte capacidade de sistematização e reconhecimento de padrões.

Essas competências são cada vez mais valorizadas em áreas ligadas à ciência, à tecnologia e à organização de sistemas complexos. Para alguns cientistas, isso indica que a neurodivergência pode ter desempenhado um papel funcional no desenvolvimento das sociedades humanas.

A hipótese não nega os desafios enfrentados por pessoas autistas, mas propõe uma leitura mais ampla. O autismo passari+a a ser visto também como uma variação cognitiva, e não apenas como um transtorno a ser corrigido. (Monique de Carvalho – SNB)