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- 14/07/2025
- redacao
Uruçuca, Bahia – Em meio aos desafios enfrentados por uma cidade de cerca de 21 mil habitantes, a Câmara Municipal de Uruçuca no Litoral Sul da Bahia, se vê no centro de uma polêmica. Um contrato no valor de R$ 50.000,00, ( cinquenta mil reais), firmado com a agência de turismo AGNUS TOUR VIAGEM E TURISMO EIRELI , localizada em Cuiabá, MT, gerou indignação e questionamentos entre a população.
A transação, oficializada como uma “Dispensa de Inexigibilidade” (processo D016/2025), sob a égide da Lei 14.133/21, levanta sérias dúvidas sobre a transparência e a prioridade dos gastos públicos no município.
A empresa contratada, situada na Av. Pres. Getúlio Vargas, 155 – Centro Norte, Cuiabá – MT, 78005-370, foi escolhida para a “PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE AGENDAMENTOS DE VIAGEM”.
A principal questão que ecoa nas ruas de Uruçuca é: qual a justificativa para contratar uma agência de viagens tão distante, em outro estado, por um valor tão expressivo, e ainda por meio de um mecanismo que deveria ser aplicado apenas quando a concorrência é inviável ?
A “dispensa de inexigibilidade” pressupõe que o serviço ou produto só pode ser fornecido por um único agente, dada sua singularidade ou notória especialização.
No entanto, o mercado de agenciamento de viagens é vasto e competitivo, com inúmeras opções, inclusive locais ou regionais.Para uma cidade do porte de Uruçuca, onde cada real do orçamento público deve ser aplicado com máxima responsabilidade e em prol das necessidades mais urgentes da comunidade, a alocação de R$ 50.000,00 em agendamentos de viagem com uma empresa tão remota soa como um desrespeito à inteligência e às expectativas dos cidadãos.
A população clama por explicações claras e justificativas convincentes para uma decisão que, à primeira vista, parece no mínimo questionável e, para muitos, totalmente descabida.
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