FRENTE PARLAMENTAR DA SAÚDE PEDE ADIAMENTO DE GRAVIDEZ POR CAUSA DE MICROCEFALIA
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  • 20/11/2015 
  • Jornal Tribuna da Região
Foto: Getty Images

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A Frente Parlamentar da Saúde, composta por deputados federais que atuam na área, divulgou nota na tarde desta quinta-feira (19) com recomendação para que as mulheres desistam temporariamente dos planos de engravidar, por conta do surto de microcefalia que atinge sete estados do Nordeste. Segundo o site do jornal O Globo, o presidente do grupo, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), participou de uma reunião com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, e classificou a epidemia da enfermidade como um problema “gravíssimo”. Na nota, os parlamentares definem o aumento de casos como “assustador”. “Nós não vamos evitar que milhares de crianças nasçam com a microcefalia, mas nós podemos evitar agindo forte agora que dezenas de milhares de crianças tenham microcefalia. Temos que diminuir esse dano. Quem estiver planejando ter filho agora, que possa adiar esse plano, que possa deixar passar mais um tempo e nos dar a oportunidade, dar ao governo a oportunidade de vencer essa gravíssima epidemia, principalmente eliminando o vetor”, afirma a nota da Frente Parlamentar. A microcefalia é uma anomalia que faz com bebês nasçam com o crânio menor e, em 90% dos casos, provoca retardo mental. O aumento no número de casos da doença deixou o Brasil em alerta, após estados do Nordeste registrarem nos últimos meses mais que o dobro de ocorrências em relação à média de anos anteriores. Na última terça-feira (17), o governo divulgou um boletim informando que, nos sete estados, havia 399 casos, enquanto apenas 147 foram registrados no Brasil em 2014. Foram 268 em Pernambuco, 44 em Sergipe, 39 no Rio Grande do Norte, 21 na Paraíba, 10 no Piauí, 9 no Ceará e 8 na Bahia. Em outro trecho do documento, os deputados da Frente afirmam que “Está aumentando dia a dia, geometricamente, o número de crianças. Ontem, até o meio-dia, eram 400 crianças em Pernambuco, estado mais afetado, Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Ceará e Bahia… Agora já deve estar batendo na casa das 500. Não houve e nem haverá uma situação tão grave como essa”. A epidemia de microcefalia vem sendo ligada ao surto de zika vírus, doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti. Recentemente, exames feitos em duas gestantes com bebês diagnoticados com microcefalia mostraram que elas haviam tido o zika. Na Bahia, o Hospital Irmã Dulce criou um grupo de estudo sobre a doença.