NUTRICIONISTA ‘NOSSO DE CADA DIA’
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  • 30/08/2014 
  • redacao

 

 

 

 

Eliane Janaína da Conceição

Eliane Janaína da Conceição

O dia 31 de agosto representa a data comemorativa do profissional nutricionista. Este ano, em ocasião mais do que própria, a data é marcada por um destaque ascendente desse profissional que ajuda – através basicamente das ciências da saúde, dos alimentos e sociais – a nutrir a vida.

Muitos, ainda, são os desafios que o nutricionista tem de enfrentar em sua jornada diária como profissional, como: quanto às bases salariais, espaço profissional, força de categoria e investimentos na área de pesquisa e especialização na Nutrição. Contudo, com a crescente demanda da sociedade contemporânea em “ser saudável”, fit, light, diet, ou mesmo as vertentes que defendem a qualidade de vida geral, o nutricionista tem ganho enfoque e passa a ser mais requisitado nas clínicas, restaurantes, empresas e todo e qualquer local onde o foco seja a alimentação e/ou saúde e bem-estar. Apesar da sua notoriedade profissional pela sua propriedade no tema, o nutricionista enfrenta a mais nova questão, que dicotomicamente pode a ajudar ou atrapalhar seu exercício na profissão: a nova abordagem das mídias e redes sociais para alimentação e saúde. 

À primeira vista, as melhorias no ambiente moderno com: advento de novas tecnologias; avanço da agricultura e processamento; acessibilidade a uma variedade de refeições de forma globalizada; conhecimento e interesse sobre a qualidade de vida baseada numa alimentação saudável e a disseminação das informações sobre alimentos, deveriam resultar em melhora do estado nutricional das populações e menor nível de estresse psicológico, contribuindo para sua qualidade de vida e longevidade. O que ocorre justa e contrariamente é que as populações têm passado por uma transição nutricional, a exemplo da brasileira, há algumas décadas, na qual o estado nutricional da população saiu da desnutrição para a obesidade e, a partir daí, as comorbidades relacionadas ao estado nutricional do indivíduo têm aumentado e se caracterizando de forma diferente, o que, na verdade, não representa necessariamente uma “melhoria” das suas condições de saúde, mas sim, requer tratamento atualizado e diferenciado, que tem sido pouco praticado hoje.