ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL: CONHECER PARA PREVENIR E REABILITAR
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  • 29/10/2015 
  • Redação

AVC

O dia 29 de outubro é determinado, pela Organização Mundial da Saúde, como o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC). Mais popularmente conhecido por “derrame” cerebral, ocorre quando há um entupimento ou um rompimento de vasos que levam sangue ao cérebro, provocando a paralisia de parte do corpo correspondente à área cerebral afetada pela má circulação. Também é chamado de Acidente Vascular Encefálico (AVE), e pode ser de dois tipos: isquêmico, mais comum e com prognósticos clínicos e funcionais mais leves, afetando cerca de 80% dos indivíduos, ou hemorrágico, menos comum e mais grave, sendo presente em 20% dos casos.

As consequências do AVC dependem da localização da lesão no cérebro, do tamanho da área afetada e do tempo decorrido entre o episódio e o atendimento a pessoa. Comumente deixam sequelas motoras, sensoriais e, em alguns casos, cognitivas, determinantes do prognóstico funcional do indivíduo. A principal característica visível é o distúrbio de um lado do corpo do paciente, que chamamos de hemiplegia, uma paralisia total, ou hemiparesia, disfunção parcial do movimento. Estas se manifestam por ausência ou diminuição da força muscular, podendo evoluir da flacidez à rigidez de membro superior e inferior, além de repercutir em outras funções, como fala, deglutição, expressão facial, equilíbrio, marcha, memória, dentre outras.

Trata-se de uma das maiores causas de incapacidade funcional, danos emocionais e socioeconômicos ao paciente e à sua família. A morte pós-AVC costuma ocorrer em pacientes de 35 a 64 anos, e a cada dia vem atingindo pessoas mais jovens. A necessidade de intervenção imediata, seja prevenindo ou reabilitando, é fundamental pois, quando a doença não causa o óbito, deixa sequelas que acarretam incapacidade de execução de tarefas do cotidiano.

A Fisioterapia é indispensável para o tratamento de pacientes com AVC. Sua intervenção permite ao doente readquirir e reaprender a utilização dos membros prejudicados, trabalhar mecanismos de compensação que reduzem o impacto dos prejuízos residuais, determinar programas de exercícios que auxiliam na manutenção dessas novas capacidades aprendidas, dentre outros diversos benefícios. O fisioterapeuta realiza avaliação da força, resistência, amplitude de movimentos, alterações da marcha e disfunções sensoriais e, a partir de uma avaliação adequada e bem feita, elaboram um plano de reabilitação individualizado que busca promover a recuperação do controle motor, melhorar a independência nas tarefas funcionais, e prevenir complicações secundárias ao AVC.

Autoras: Fabricia Dias, Jacielle Brito, Kelle Tamile, Thamara Brito, Thaynan Bulhões (discentes do curso de Fisioterapia da Faculdade Independente do Nordeste/FAINOR – Vitória da Conquista/Bahia)

Supervisão: Matheus Silva d’Alencar (docente do curso de Fisioterapia da Faculdade Independente do Nordeste/FAINOR – Vitória da Conquista/Bahia; fisioterapeuta do Hospital Geral Luiz Viana Filho – Ilhéus/Bahia)