REFORMA POLÍTICA: SENADORES BAIANOS DEFENDEM MUDANÇAS
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  • 25/02/2015 
  • redacao
Foto: Reprodução/ Agência Estado

Foto: Reprodução/ Agência Estado

por Alexandre Galvão

Com o início das discussões sobre a reforma política, os senadores da bancada baiana parecem estar em sintonia sobre as reivindicações. Lídice da Mata (PSB), Walter Pinheiro (PT) e Otto Alencar (PSD) concordam com o fim da reeleição e com modificações no Fundo Partidário e na criação de partidos. Sobre o financiamento público das campanhas eleitorais, Lídice mostrou-se favorável. Otto disse que quer submeter o tema à votação popular e Pinheiro reconhece o fundo partidário como financiamento público, além de defender o fim do financiamento privado de pessoa jurídica e que dentro do financiamento de pessoa física, haja um maior controle e transparência. Sobre a coincidência de eleições, Lídice disse ser “simpática” ao tema, mas tem um “pé atrás com por ser uma ‘inovação’ brasileira”. Otto e Pinheiro defendem que a aconteça uma única eleição para todos os cargos – desde vereador até presidente. Nesta terça-feira (24), uma sessão no Senado, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, discutiu o tema. “Ele fez uma palestra muito boa. Disse que o congresso é que precisa fazer a reforma política”, afirmou, ao Bahia Notícias, Alencar. O senador recém chegado à Casa disse que o fim da reeleição “já é consenso”. Ainda de acordo com ele, o “Brasil não suporta mais eleições de dois em dois anos” e, por isso, ele é defensor da coincidência de eleições. De acordo com o ex-governador da Bahia, o financiamento privado de campanhas “precisa ter um limite”. “As empresas deveriam doar exclusivamente para os partidos e não de pessoas físicas”, defendeu. Senadora pelo PSB, Lídice diz que o financiamento privado “não pode continuar do jeito que está”. “Essa tem sido a principal motivação, digamos assim, dos grandes escândalos nacionais”, culpou. De acordo com a senadora, os tribunais eleitorais não conseguem identificar esse abuso do poder econômico, porque não há regra que defina que isso é abuso do poder econômico. “Isso afasta as pessoas comuns da política”, afirmou. Para o petista Walter Pinheiro, o Brasil teria mais partidos do que o necessário, o que traz à tona a reorganização das siglas. “Temos que colocar o dedo na ferida dessas organizações partidárias. O Brasil não tem partidos demais, o problema está nas regras para a criação desses partidos. Se o nosso modelo permite a criação de partidos para apenas trocas e barganhas no processo eleitoral, partidos que têm donos, isso traz anomalias aqui no Congresso Nacional. É preciso formar regras claras e redefinir a estrutura partidária”, ressaltou.