IMPEACHMENT É APROVADO E DILMA DEIXA A PRESIDÊNCIA
  • 718
  • 0
  • 31/08/2016 
  • Redação

Paula Pitta

Maioria dos senadores votou a favor de impedimento de Dilma Rousseff

Maioria dos senadores votou a favor de impedimento de Dilma Rousseff

 

O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foi aprovado nesta quarta-feira, 31, no Senado. Sessenta e um senadores votaram a favor do impedimento da petista, alegando crime de responsabilidade fiscal. Vinte foram contra, entre eles os três representantes da Bahia – Otto Alencar (PSD), Lídice da Matta (PSB) e Roberto Muniz (PP). Não houve abstenção.

Na segunda votação no plenário, o Senado manteve os direitos políticos da petista. O resultado da votação foi de 42 votos a favor da cassação, 36 contra e três abstenções. Para que Dilma ficasse inelegível por oito anos, era necessário que dois terços (54) dos senadores votassem pela inabilitação.

Esse resultado já era esperado até mesmo por aliados de Dilma. Nos últimos dias, a petista e o ex-presidente Luís Inácio Lula de Silva tentaram angariar votos de alguns senadores indecisos, mas não foi o suficiente para evitar o afastamento definitivo.

Durante os seis dias de sessão, comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, aliados e oposição debateram a tese de que o impeachment seria uma tentativa de “golpe” ou não. A própria presidente esteve no plenário, onde alegou ser vítima de uma trama para tomar o poder.

O ex-ministro Eduardo Cardozo, advogado de Dilma, defendeu que a história teria que pedir desculpa para ela por ter sido julgada apesar de ser “inocente“.

O argumento foi combatido pela oposição, que alegou que o processo é legítimo e constitucional. De acordo com eles, Dilma cometeu crime de responsabilidade com as pedaladas fiscais.

Alguns parlamentares, como o presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, reclamou do fato deDilma não ter reconhecido “seus erros” e ter tentado culpar a oposição pela desestabilização do país durante seu governo.

Com a aprovação do impeachment, o peemedebista Michel Temer tomará posse ainda hoje sendo efetivado no cargo de presidente do Brasil. Em seguida, ele viaja para a China, onde vai participar do encontro do G-20.

Dilma tem o prazo de 30 dias para deixar o Palácio da Alvorada e manterá benefícios destinados a ex-presidentes, como o direito a utilizar funcionários públicos.