MULHER É ASSEDIADA E AGREDIDA POR SEGURANÇA EM BAR NO RIO DE JANEIRO
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  • 19/03/2017 
  • redacao

MULHER

A pedagoga Camila Wiebush, 28 anos, foi agredida com um soco e um golpe muay thai por um segurança de um bar, localizado no Centro do Rio de Janeiro, na madrugada deste sábado (18). A confusão começo por volta das 4h30, quando o bar já estava fechando.

De acordo com a vítima, após a agressão, ela ficou desacordada e teve de ser  socorrida por amigos. O agressor, identificado pela Polícia Civil como o faixa preta de jiu-jitsu Edson Diniz, fugiu. Edson também trabalhava como segurança em uma casa noturna da região.

Camila conta que jogava sinuca com amigos quando o homem teria dito frases grosseiras como “Vou te ensinar a pegar no taco” e “Isso não é hora de mulher estar na rua”. “Ele ficou me assediando e falando grosseiramente, de forma machista. Pedi para parar, cheguei a falar com os funcionários do bar, mas o homem continuou. Meus amigos tentaram afastá-lo, mas ele não parou. De longe ficava jogando beijinhos”, explicou a vítima em entrevista ao jornal O Globo.

Diante do assédio, Camila e os amigos deixaram o local em que estavam e seguiram para outro bar. “Fomos para o bar ao lado e ficamos tranquilos. Até que o sujeito voltou e ficou falando gracinhas”, continuou Camila, que chegou a empurrar e xingar o homem. Foi nesse momento que ele desferiu os golpes contra a jovem, deixando-a desacordada. A pedagoga ficou com o olho direito roxo e uma série de cortes na testa e na cabeça.

Camila conta que, após as agressões, registrou queixa na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam Centro, onde o caso segue sob investigação. Ela e os amigos entregaram aos policiais fotografias do agressor, que seria morador da Barra da Tijuca. Depois, ela foi ao Instituto Médico-Legal (IML), onde pretendia fazer exame de corpo de delito. Como os policiais civis estão em greve, não conseguiu. Procurou então atendimento no Hospital Municipal Rocha Maia, em Botafogo.

“Luto contra todo tipo de preconceito, contra o machismo e o assédio. Não posso permitir que o caso fique impune. Quero que ele seja punido pela agressão”, finalizou Camila.

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