PRISÃO DE LULA DEVE OCORRER A PARTIR DO DIA 23. PF AR MA ESQUEMA
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  • 04/03/2018 
  • Redação

 

Condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a doze anos e um mês de prisão, Lula será recolhido ao cárcere tão logo seu recurso contra a sentença seja julgado no TRF4, o que deve ocorrer a partir do próximo dia 23. A cadeia, se nenhuma reviravolta acontecer, é uma questão de dias. Reportagem da revista Veja desta semana mostra os preparativos da Polícia Federal para cumprir a ordem de prisão contra a maior estrela do petrolão. O trabalho para o “Dia D” da Lava-Jato – como tem sido chamado na corporação – é sigiloso e envolve 350 agentes, avião e apoio da Polícia Militar. Ciente do peso da biografia do alvo, a PF quer evitar erros cometidos em ações anteriores, para não vitaminar o discurso de Lula segundo o qual ele tem sido vítima de uma caçada judicial. Já foi acordado, por exemplo, que não haverá o uso de algemas nem de camburão. A Polícia Federal espera deter o petista em sua casa em São Bernardo do Campo (SP) e listou cinco locais onde o ex-presidente pode começar a cumprir sua pena na Lava-Jato.


  1. Tschaakii disse:

    O PT mudou sua tática de mostrar que Lula era favorito para a eleição presidencial pois agora Lula está condenado e não poderá ser candidato pela Lei da Ficha Suja. O PT sabe que Lula dificilmente será liberado. Usa a CUT, como “laranja, para pagar as pesquisas para pressionar o STF dar a “habeas corpus a Lula ser candidato pois certamente a CUT tem seus interesses na vitoria de Lula. Está acabando o $$ Como a CUT paga, o Vox Populi pesquisa o que o “patrão quer, ou melhor, “teorias absurdas como (1) o povo deveria julgar Lula (2) Lula deveria ter o direito de se candidatar (3) os juízes tratam Lula de forma dura, etc. Que chororó! O PT e Lula estão desesperados! Perguntar ao povo que os juízes do TRF-4 não provaram nada contra Lula – é uma imbecilidade. Como se o povo conhecesse o processo inteiro e o povo não tem condições de saber nada sobre o processo. O PT continua vitimizando Lula dizendo que muita gente não gosta dele, na justiça (risos). Certamente a CUT vai continuar a fazer pesquisas (sabe lá de quem e onde?) para seguir essa linha de raciocínio aliás muito fraca coupon

  2. fuego disse:

    Os aliados tradicionais, porém, estão se afastando de Lula e querem compartilhar o espólio. A troca de farpas entre Lula e o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, é a demonstração cabal deste processo. A vantagem estratégica de Lula nas eleições de 2018, se não fosse impugnado, seria o Nordeste, onde suas alianças com os caciques do MDB que haviam apoiado o impeachment de Dilma Rousseff estavam sendo até recompostas. Com Lula fora da eleição, a alternativa do PT seria lançar a candidatura de Jaques Wagner, ex-governador Bahia, que poderia ter um bom desempenho nos demais estados nordestinos e no Rio de Janeiro, onde nasceu. Entretanto, Wagner também está enrolado na Operação Lava-Jato, o que abre espaço para Ciro Gomes crescer nas pesquisas a partir do Nordeste, capturando os eleitores de Lula. Não é outra a razão de o petista ter dito que o ex-governador do Ceará anda falando demais. Macaco velho, Ciro tirou por menos, disse que tem coração e respeita o infortúnio de Lula.

  3. Estão preparando o caminho aposta entre ministros do Supremo é de que a retomada do debate sobre prisão após condenação em 2.ª instância virá por meio do decano Celso de Mello. Mesmo os favoráveis à mudança no atual entendimento sobre o tema já sinalizaram que não vão pôr a discussão em mesa, deixando a expectativa sobre o colega, único a ainda não dar seu veredicto. Não há dúvidas na Corte de que, se Celso entender que cabe a ele fazer esse sacrifício pelo tribunal, o fará. Mesmo contrariando a amiga Cármen Lúcia. A defesa de Lula tem esperança de que, rediscutido o tema, ele escape da prisão. Vamos juntos. Há um acordo tácito entre ministros do Supremo pelo qual, se Celso de Mello levantar o assunto no plenário, ele terá amplo apoio para tocar o debate. O ministro é contra a prisão após condenação em segunda instância. Emenda Lula. Se o Supremo retomar o debate, a discussão pode vir acompanhada de questão sobre quando o réu se torna inelegível. A defesa de Lula pede que seja após trânsito em julgado.