108 ANOS DE CLODOMIR XAVIER DE OLIVEIRA
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  • 09/05/2018 
  • redacao

Clodomir, Zélia e Jorge Amado (Foto Arquivo Tribuna da Região)

No próximo dia 16 de maio o professor Clodomir Xavier de Oliveira (Closinho) como era conhecido, estaria completando 108 anos. Ele deixou pelas  páginas registros da memória que qualquer povo necessita. Tivemos retratado através de sua obra, o romantismo do povo do Vale do Rio das Contas, vivo nas páginas de “Pulu”.  Nele também, o registro histórico dos ciclos econômicos da região. “Histórias de Ubaitaba” nos da conta de belas sagas;  em “Método Voisin para Principiante”, o pecuarista tem a tradução para sua linguagem coloquial, de como proceder para o melhor aproveitamento de suas pastagens; sua sensibilidade poética soube retratar o carinho da mãe do “Gigante” que foi o pai; cantou o cacau; nunca cansou de retratar em suas letras a sua terra  Ubaitaba. O poeta Gilberto Fernandes lhe   prestou   homenagem  após a sua partida para eternidade.

   HONRA AO MÉRITO

Em  dia de Gloria e assaz beleza,

Com jubilosas festas nos jardins da vida,

Despontou mais um astro da língua portuguesa,

Para grandeza de nossa pátria tão querida.

 

Clodomir Xavier de Oliveira, escritor, autodidata,

Digno de pergaminho

Foi jornalista, escritor, poeta e educador

Mesmo tão longe tem aqui nosso carinho.

 

Notável cronista e até consagrado,

Pelo estilo primoroso de escrever.

Deixou  ao  mundo, um público renomado,

que até hoje lê suas obras com prazer

 

Seu nome está no resplendor da história, com “Pulu”

Ou tudo mais que sempre fez e quis,

Ubaitaba manterá sua memória

Esta homenagem o fará feliz.

 

Iluminou o caminho de muita gente,

E ensinou de graça aos que não sabiam ler,

Mostrou ao mundo, provas de amor fremente,

E ao irmão,  nobre ensejo de aprender.

 

Na Central do Cacau foi grande presidente.

Formidável, sábio excepcional,

Seu nome está no bronze e na patente,

Por tudo isso, foi, pulcro final.

 

O homem morre, mas seu nome permanece

No pedestal da gloria que o projetou.

O tempo pode passar, porém ninguém esquece

A batalha da vida que o imortalizou.

 

E quando o sol despontar no horizonte

E a aurora beijar as flores dos jardins

Acharás esta mensagem sobre os montes,

Entre as saudades e perfumados jasmins.

                          Poeta Gilberto Carlos Fernandes


  1. Duda Pires disse:

    Deixou um lacuna grande em toda região. Defendo a criação de uma semana de cultura denominada Semana Cultural Clodomir Xavier, a ser realizada todos os anos na semana da sua data de nascimento, com exposição de todos os tipos de artes. Ubaitaba só ganharia com isso.