As características dos alunos e dos alunos da Educação Especial: o papel do docente na aprendizagem (Por *Ana Regina Caminha Braga
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  • 06/08/2016 
  • Redação



educadoira

Renato no primeiro dia fez a integração da turma e os alunos interagiram neste primeiro momento com sua mediação, pois ainda não se conheciam o suficiente para lidar com esta dinâmica. Na segunda semana de aula, o professor identificou que uma aluna não tem facilidade com a disciplina de matemática e para investigar melhor algumas providências devem ser tomadas. Quais são as possíveis orientações e observações a serem evidenciadas neste caso?

O aluno em si requer da escola uma estrutura física e também de cunho pedagógico dos profissionais que o recebem no sentido de chegar à escola com uma bagagem e noção de pequenas relações do mundo já realizadas, pois seu primeiro contato é com a mãe, ou seja, sua família e parente e ao ingressar na caminhada educacional já possui um conhecimento prévio, o qual faz parte do seu meio social, da sua realidade articulado com seus valores e princípios.

No seu contanto com a escola, o aluno será inserido nos parâmetros sistemáticos e desta maneira aprenderá os conteúdos, as disciplinas e também desenvolverá a construção do pensamento, do conhecimento. No entanto, vale ressaltar que a escola tem construído atualmente um espaço para que tenha condições de iniciar um movimento reflexivo desde as séries iniciais até o ensino superior com o objetivo de torná-lo cada vez mais consciente e assim tenha controle de suas aprendizagens sejam elas sistemáticas ou assistemáticas.

Em relação à Educação Especial o funcionamento deve e precisa ser o mesmo, ou seja, os critérios e o desenvolvimento educativo podem permanecer dentro dos parâmetros já estabelecidos, o que acontecerá de especifico para atender a demanda exigida pelas deficiências encontradas em sala de aula é o professor adequar nos seus planejamentos às estratégias, recursos e matérias de acordo com a necessidade de cada aluno. Ou seja, o processo será desenvolvido no ritmo, no tempo, dentre da potencialidade e respeitando as limitações dele.

alunosPara conhecer o aluno sendo ele do Ensino Regular ou da Educação Especial é importante ressaltar o professor primeiramente deve se conhecer e ter uma referência de sua identidade pessoal e profissional, bem como de suas habilidades, limitações e melhor estilo de aprender e assimilar os conteúdos estudados e posteriormente contemplados em sala de aula com os alunos.

Após este movimento é possível pensar em conhecer ou reconhecer o outro, o aluno neste caso; e para isto acontecer à escola precisa abrir um espaço e permitir com que haja uma aproximação do professor – aluno, não apenas para pensar no resultado final, mas sim no decorrer, no desenvolvimento do processo de aprendizagem, pois se assim houver, o diálogo pode ser estabelecido e desta maneira o aluno desde as séries iniciais aprenderá a colocar seu pensamento, suas ideias, dúvidas questionamentos e o professor contribuir retomando os aspectos relevantes, com o objetivo de despertar no aprendiz o ato reflexivo, consciente e participativo.

O aluno da Educação Especial solicita uma adequação de acordo com sua deficiência e o professor para atender os objetivos traçados para ele, deve buscar conhecer e estudar as especificidades, assim como realizar o trabalho multidisciplinar com os professores e profissionais orientados pela coordenação pedagógica para auxiliar no caso.

A aprendizagem do ser humano acontece individual e socialmente, ou seja, existem fases e etapas do desenvolvimento a serem cumpridas. Deste modo, o processo de construção e desconstrução, de frustração e etc. também fazem parte da aprendizagem. É neste momento que a criança se conhece e assim também o faz com o outro, percebendo, muitas vezes, a necessidade de trabalhar coletivamente.

Para isto, o papel mediador do professor deve fazer parte do processo e precisa ser esclarecido para o aluno, de maneira, que ele se sinta à vontade para se aproximação perguntar, questionar, elaborar e construir suas relações cognitivas satisfatoriamente.

*Ana Regina Caminha Braga (https://anareginablog.wordpress.com/) é escritora, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar.