SESSÃO ITINERANTE DEBATE DIREITOS HUMANOS E SEGURANÇA PÚBLICA EM JEQUIÉ
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  • 20/03/2015 
  • redacao
Durante audiência, presidida pelo deputado Marcelino Galo, foi sugerida a criação de Delegacia especializada no combate a drogas.

Durante audiência, presidida pelo deputado Marcelino Galo, foi sugerida a criação de Delegacia especializada no combate a drogas.

A primeira de uma série de sete audiências públicas itinerantes da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, programadas para este ano, foi realizada nesta sexta-feira (20) em Jequié. O presidente do colegiado, deputado Marcelino Galo (PT), destacou  a importância da sessão na cidade para traçar as estratégias de ação e apresentar uma resposta às demandas da sociedade.

“Vamos visitar algumas cidade e fazer um diagnóstico a nível regional para apresentar projetos de lei e sugestões ao governo, no sentido de aperfeiçoarmos tanto a defesa social quanto a questão dos direitos humanos no nosso Estado”, afirmou Galo, que já se reuniu com os secretários de ressocialização, Nestor Duarte, e da segurança pública, Maurício Barbosa, para tratar da questão das penitenciárias e da violência na capital baiana.

Durante o debate, que envolveu autoridades e representantes da sociedade civil, foi abordado a necessidade de criação de uma delegacia especializada e direcionada para tratar das questões das drogas no município, em função do crescimento da ação do tráfico de drogas na região.  Há cerca de três meses, uma operação das polícias civil e militar apreendeu mais de 50 kg de drogas, entre elas cocaína e maconha. “Nossos instrumentos para combater o tráfico estão ficando defasados. Existe a necessidade de aumentar o contingente de policiais, investigadores e delegados para conter o crime em Jequié e na região”, afirmou Fabiano Aurich, delegado coordenador da 9ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin).

Caio Cezar, vice-presidente da União dos Estudantes da Bahia (UEB), defende mais investimentos em políticas sociais. “Precisamos tratar a questão das mortes de jovens como uma coisa séria. Nossa juventude precisa de políticas públicas para evitar que os jovens, em sua maioria negros entre 16 e 24 anos, residentes na periferia, continuem morrendo. A justiça tem um papel muito importante e precisa ter compreensão disso”, ressaltou.

Participaram da reunião representantes da Delegacia Geral da Polícia Civil, da Secretaria de Segurança Pública, o Comandante da 9ª Coordenadoria de Polícia do Interior (CORPIN), Lira Junior, o procurador do município de Jequié, Marcos Bezerra, representantes da prefeitura, além da sociedade civil e deputados. A próxima audiência pública do colegiado será realizada no dia 24 de abril em Santo Antônio de Jesus.

Texto e Fotos: Keila Ramos