EMPRESÁRIO DE ITACARÉ COMPROVA VALIDADE DE LICENÇA PARA LOTEAMENTO
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  • 25/03/2015 
  • redacao

"Se a área ficasse vasia, poderia virar uma invasão”,  diz o empresário / Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

“Se a área ficasse vasia, poderia virar uma invasão”,
diz o empresário / Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias

O proprietário do empreendimento Villas de São José, em Itacaré, comprovou por meio de documentos que todo o licenciamento para a construção do loteamento “Vila Nova de Itacaré” está válido. No início da tarde de segunda-feira (23), o Bahia Notícias publicou uma denúncia de que a licença da obra está vencida há um ano e o alvará do projeto não foi aprovado. O denunciante ainda afirmou que os desmatamentos foram realizados a mando de posseiros e que cerca de 500 pessoas poderiam ser desalojadas para a construção de um condomínio. De acordo com Cleber Soares, proprietário do empreendimento, a denúncia pode ser caracterizada como uma “briga entre condôminos, que querem o paraíso só para eles”. “O empreendimento é um condomínio dentro de condomínios, e para entrar em um é preciso passar pelo outro, por isso que essa situação se formou”, afirma o empresário.

 

Diversas árvores foram derrubadas

Diversas árvores foram derrubadas

 

A licença para a construção do complexo hoteleiro e residencial foi tirada em 1997 e até então, segue aprovada pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). “Eu me interessei em criar o empreendimento justamente porque as leis ambientais eram claras”, conta Soares. As obras do loteamento “Vila Nova Itacaré” devem ficar prontas dentro de oito meses. Ainda segundo o empresário, a licença permanente, obtida após análise topográfica de toda a região, é válida até o ano de 2020. No local, predomina a vegetação da Mata Atlântica. “Primeiro tirei a licença ambiental para implantar toda a infraestrutura, depois tirei a licença prévia, o alvará da prefeitura e a licença definitiva. Depois, fiz um convênio com a Secretaria de Turismo para começar a investir lá”, afirma. “Também foi exigido pelo Inema que eu tirasse a licença de supressão vegetal, que foi publicada no Diário Oficial de 7 de janeiro de 2014, e vence apenas em 2018. O Inema só dá a licença se respeitar a Mata Atlântica”, afirma e continua: “Eu tenho autorização e poderia derrubar mais árvores, mas só desmatamos o que é necessário”.

De acordo com o empreendedor, a denúncia é um “tiro no pé”, pois o complexo valoriza a localidade. “Fazer esse empreendimento é importante, porque se a área ficasse vazia, poderia virar uma invasão”, conclui. (Bahia Notícias)