CÂNCER QUE MATOU MARCELO REZENDE É AGRESSIVO E DIFÍCIL DE DIAGNOSTICAR
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  • 20/09/2017 
  • Redação

Marcelo Rezende (foto: Divulgação

Sintomas inexpressivos são são as maiores causas de ele ser descoberto já em estágio avançado

O diagnóstico tardio e o comportamento devastador são duas das principais características do câncer no pâncreas, doença que matou, somada a tumores no fígado, o jornalista Marcelo Rezende, no último sábado. Os sintomas inexpressivos desse tipo de câncer são as maiores causas de ele ser descoberto já em estágio avançado.

— Se o tumor está localizado na cabeça do pâncreas, a doença normalmente se manifesta por icterícia, caracterizado por aquele amarelado nos olhos, com alteração na coloração da urina e das fezes, e coceira no corpo — aponta o médico Roberto de Almeida Gil, oncologista clínico da Oncoclínica, que completa: — Outros sinais da doença, quando ela se instala no corpo e na calda do pâncreas, são as dores na barriga e nas costas. Além disso, os pacientes apresentam emagrecimento muito rápido e até mesmo uma diabetes que surge de uma hora para a outra.

Assim como em outros casos de câncer, o diagnóstico precoce é sempre o ideal para se realizar o tratamento. É por conta da dificuldade de descobrir a doença cedo, que sua taxa de mortalidade é tão alta. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o câncer de pâncreas é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença, no Brasil.

Agência O Globo