HOSPITAL EM ILHÉUS FAZ PRIMEIRA CAPTAÇÃO DE ÓRGÃOS PARA TRANSPLANTE
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  • 04/10/2018 
  • redacao

 

 

 Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, em parceria com a Organização de Procura de Órgãos (OPO) Sul, realizou a primeira captação de múltiplos órgãos para transplante. O procedimento durou duas horas e captou rins, córneas e fígado que serão direcionados para pacientes que aguardam na Fila Única da Central de Transplante da Bahia.

“Mesmo diante da dor da perda, a família do doador permitiu que, através desse ato nobre de amor e solidariedade, pessoas que têm no transplante a última alternativa de tratamento sejam alcançadas”, destacou o diretor-geral do HRCC, Hernani Vaz Krüger.

A doação de órgãos só pode ocorrer após a constatação da morte encefálica, ou seja, a interrupção total das funções cerebrais, confirmada por meio da realização de duas avaliações clínicas e um exame complementar, com intervalo de uma hora. Contudo, por meio de aparelhos, o coração deve permanecer em atividade.

O HRCC é uma unidade notificadora e captadora de órgãos. Krüger ressalta que o hospital dispõe de equipe capacitada para que o diagnóstico de morte encefálica e protocolo sejam feitos em tempo hábil e a captação concretizada. “O trabalho desempenhado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) reflete o compromisso assumido pelo HRCC em prestar um atendimento de qualidade”, enfatizou. A captação foi realizada por uma equipe médica da Central de Transplante da Bahia.

Silvana Batista, coordenadora da CIHDOTT, lembra que para a doação ocorrer é necessário autorização documentada da família. “Essa captação representa um ganho imenso para todas aquelas pessoas que aguardam por um transplante. Na Bahia, há mais de 1.600 pacientes na fila de espera, por esse motivo é importante a sensibilização da família e o reconhecimento da doação como um ato de esperança e que pode amenizar a dor da perda, através da certeza de que outras vidas serão salvas”, finalizou Batista. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o Brasil possui mais de 30 mil pacientes ativos à espera de órgão sólido e tecido.